Imprensa Brasileira: Dois Séculos de História

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In History
  • Os primeiros tempos

    Os primeiros tempos
    A imprensa brasileira tem duas datas como marcos fundadores: o lançamento, em Londres, do Correio Braziliense, em 1º de junho, e a criação da Gazeta do Rio de Janeiro*, em 10 de setembro, ambos de 1808.
  • O jornalismo no Segundo Reinado

    Mesmo ao final do Império, mais de 90% da população viviam na área rural e 85% eram analfabetos, inclusive grande parte dos proprietários de terras.
    Do ponto de vista da liberdade de imprensa, o Reinado de Pedro II é incomparável circunstância em muito decorrente da postura tolerante do monarca frente às críticas escritas e ao deboche das caricaturas que na ausência das fotografias eram a principal forma de ilustração.
  • Na década de 1850, o Brasil entra na era das ferrovias e das telecomunicações.

    Na década de 1850, o Brasil entra na era das ferrovias e das telecomunicações.
    Esse sistema facilitou a distribuição dos jornais nas regiões de maior população e mais intensa atividade econômica, ao m e s m o t e m p o e m q u e as linhas telegráficas paralelas aos trilhos e operadas pelas empresas ferroviárias proporcionavam maior rapidez no fluxo de informações destinadas às redações.
  • A imprensa na tumultuada República Velha(1889-1930)

    Do ponto de vista institucional, a primeira consequência foi uma volta aos tempos de cerceamento da liberdade e dos atos de violência, no início sobre tudo contra os poucos jornais que se mantinham monarquistas, por parte de agentes e simpatizantes do governo.
  • O Globo

    O Globo
    O Globo é um jornal diário de notícias brasileiro, fundado em 29\07\1925 e sediado no Rio de Janeiro. De circulação nacional pela assinatura mensal ,nas formas impressa ou digital. É parte integrante do Grupo Globo, de propriedade da família Marinho, que inclui a Rádio Globo e a Globo. De orientação política conservadora, é um dos jornais de maior tiragem do país. Ao lado de Folha de S. Paulo, Estado de Minas, Zero Hora, Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo,
  • O Peso do Estado

    O peso do Estado cresceu sobre os jornais com base numa Carta constitucional outorgada no mesmo ano, que tornava a imprensa um serviço público e como tal sujeita ao controle estatal.Em 1939, o governo reformulou seu organismo de propaganda criando o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), pelo decreto-lei nº 1915, em 27 de dezembro, com as atribuições de censurar toda a produção jornalística, cultural e de entretenimento, produzir conteúdos e controlar o abastecimento de papel.
  • O decreto 1.949, de 30 de dezembro de 1939, significou o veto ao registro de 420 jornais e 346 revistas.

    Nesse período surgiram os seguintes jornais associados à ANJ: A Tribuna (Vitória-ES), Correio de Uberlândia (Uberlândia-MG), Correio Lageano (Lages-SC), Diário da Manhã (Passo Fundo-RS), Diário de Natal/O Poti (Natal-RN), Gazeta de Alagoas (Maceió-AL), Jornal Cidade de Rio Claro (Rio Claro-SP), Jornal do Comércio (Porto Alegre-RS)*, O Imparcial (Presidente Prudente-SP), O Popular (Goiânia-GO), O São Gonçalo (São Gonçalo-RJ).
  • O suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954,* provocou uma comoção nacional.

    O suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954,* provocou uma comoção nacional.
    Seguindo cada detalhe da crise pelos jornais –a população acompanhou como pôde o velório no Rio de Janeiro e o traslado do corpo até o cemitério de São Borja, no Rio Grande do Sul.
    A deposição de Vargas, em 1945, foi mais do que o encerramento de um ciclo autoritário. Representou o início de uma experiência democrática republicana como o País ainda não havia experimentado, que se prolongaria até o golpe militar de 1964.
  • Os jornais brasileiros investiram em equipamentos.

    As inovações alcançaram as redações com a adoção de técnicas jornalísticas inspiradas no modelo americano, entre as quais a busca da objetividade, o lide, a pirâmide invertida, a diagramação mais atrativa e até a organização das redações por editorias.
  • Novo ciclo autoritário: a imprensa e o regime militar

     Novo ciclo autoritário: a imprensa e o regime militar
    Na noite de 31 de março para 1º de abril de 1964, o deslocamento de tropas do Exército sediadas em Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro iniciou o movimento militar que deporia o presidente João Goulart, dando início ao ciclo de governos militares que duraria até 15 de março de 1985.
  • Zero Hora* (Porto Alegre-RS).

    Zero Hora* (Porto Alegre-RS).
    Foi fundado em 4 de maio de 1964 pelo jornalista Ary de Carvalho. Em 1968, foi inaugurada a sede na Avenida Ipiranga, no bairro Azenha. Em 1970, o controle de ZH passa ao Grupo RBS.
    Em 1975, o jornal passou a circular em todos os municípios do RS. Em 1984, tornou-se o quinto jornal mais lido do país, Em 1988, ZH deixa de ter produção artesanal e esta passa a ser padronizada] Em 1995, entra no ar o primeiro site de Zero Hora na internet Em 1996, a edição e produção passa a ser totalmente digital
  • A redemocratização e a imprensa no Século XXI

     A redemocratização e a imprensa no Século XXI
    A redemocratização pode ter inciado de diversas maneiras:
    A posse de José Sarney como o primeiro presidente civil após o regime militar, em 1985, poderia ser uma delas, mas se deu ainda sob o arcabouço jurídico anterior.o restabelecimento da democracia completou-se com a primeira eleição direta para presidente da República, em 1989.Entre ambas, contudo, deu-se a promulgação da Constituição de 1988, que consolidou o princípio da liberdade de imprensa .
  • Impeachment

    Impeachment
    Fernando Collor de Mello tornou-se o primeiro presidente eleito pelo voto direto após a redemocratização.Em 1992, as denúncias de corrupção que vinham sendo veiculadas pela imprensa chegaram ao presidente.Numa tentativa de obter respaldo popular, ele pediu à população que saísse às ruas com as cores nacionais.O efeito foi o contrário e, multidões manifestaram-se pacificamente em todo o País, muitos de preto, exigindo o seu afastamento do cargo, que ocorreu em 29 de dezembro .
  • século 21

    A concorrência pela preferência na escolha de fontes de informação intensificou-se com o surgimento de novas mídias, como a TV por assinatura e a internet.Os jornais brasileiros souberam se adaptar a esse novo cenário, buscando maior eficiência técnica e gerencial.Assim, ao mesmo tempo em que se generalizaram as versões digitais, por iniciativa de jornais de
    pequeno porte , as edições impressas seguiram inovando e novos títulos, principalmente voltados para a leitura rápida,
  • Versão digital de jornais cresce e impresso segue em queda.

    Versão digital de jornais cresce e impresso segue em queda.
    IVC divulgou dados sobre a circulação de jornais dos principais veículos de comunicação do País. Segundo o estudo, as assinaturas digitais estão aumentando, enquanto a versão impressa segue em queda. A Folha de SP foi o jornal com maior número de assinaturas digitais, seguida de perto por O Globo.
    Todos os veículos analisados sofreram queda na circulação de suas versões impressas desde dezembro de 2014 até 2019.
  • Period: to

    No Brasil, os grandes jornais adquiriram os primeiros equipamentos durante a chamada República Velha.

    Nessa fase, surgem novos títulos, entre os quais os atualmente filiados à ANJ: , DCI – Diário Comércio e Indústria (São Paulo-SP), Diário do Povo (Campinas-SP), Diário dos Campos (Ponta Grossa-PR), Diário Popular (Pelotas-RS), Estado de Minas (Belo Horizonte-MG), , O Globo* (Rio de Janeiro-RJ), entre muitos outros
  • Period: to

    Entre a Revolução de 1930 e o fim do Estado Novo

    Da Revolução de 1930 até o fim do Estado Novo, em 1945, o quadro político brasileiro oscilou , o breve interlúdio democrático que culminou com a Constituição de 1934, e o estabelecimento do Estado Novo em 1937.A imprensa acompanhou essa evolução, posicionando-se em função dos acontecimentos.
    A partir do golpe de estado de 1937, porém, o espaço para o exercício da liberdade de imprensa virtualmente desapareceu e até mesmo as diferenças políticas regionais foram sufocadas.
  • Period: to

    O Brasil e a imprensa no interregno democrático 1945-1964

    Seguindo cada detalhe da crise pelos jornais – e atacando aqueles que considerava opositores ao presidente –, a população acompanhou como pôde o velório no Rio de Janeiro e o traslado do corpo até o cemitério de São Borja, no Rio Grande do Sul.
    A deposição de Vargas, em 1945, foi mais do que o encerramento de um ciclo autoritário. Representou o início de uma experiência democrática republicana como o País ainda não havia experimentado, que se prolongaria até o golpe militar de 1964.
  • Period: to

    O período 1945-1964 foi um tempo de transição do Brasil e de sua imprensa.

    Havia absoluta liberdade, algumas práticas do passado começaram a perder terreno frente a uma crescente participação da publicidade privada no faturamento das empresas jornalísticas, decorrente da modernização econômica.
    É nessa época que, para um número crescente de jornais, a receita publicitária suplanta a obtida com assinaturas e com venda avulsa.
    A TV surge na metade dessa fase, o rádio tem enorme audiência, mas os jornais são o meio de comunicação por excelência.
  • Period: to

    O período foi sombrio para o exercício da liberdade de imprensa.

    O endurecimento do regime militar, com a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, reintroduziu a censura direta e indireta em níveis só comparáveis ao período mais duro do Estado Novo, Embora poucos jornais obrigaram-se a submeter os seus textos a censores, o cerceamento da liberdade dava-se sob outras formas, como as pressões econômicas por meio de verbas publicitárias ou a anunciantes privados, atentados, ameaças e vigilância ostensiva sobre os editores e jornalistas.